quinta-feira, 2 de abril de 2009

Taekwondo - história


O taekwondo (em coreano: 태권도; AFI: [tʰɛk͈wʌndo]) , também grafado Tae Kwon Do ou Taekwon-Do, é uma arte marcial coreana e Esporte de combate que surgiu há cerca de dois mil anos. Hoje em dia, é também um desporto difundido em todos os continentes. Nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, teve seu "batismo de fogo", quando se converteu num desporto olímpico de exibição. Nos Jogos Olímpicos de Verão de 1996, em Atlanta, já constava para a disputa de medalhas, consagrando-se como desporto olímpico oficial nas Olimpíadas de Sydney, em 2000.

História

No ano 50 a.C., a Coreia encontrava-se dividida em três reinos: Koguryo, Baekche e Silla. Com efeito, descobertas arqueológicas pictográficas nas paredes de Muyong-Chong, uma tumba real, mostram uma forma de uma Arte Marcial, em um período anterior.

As pinturas não deixam dúvidas sobre se realmente representam uma manifestação da antiga arte de uma antiga Arte Marcial: mostram homens desarmados praticando um combate e se utilizando de técnicas bastante características da arte, como a "faca da mão", o punho cerrado e a posição de luta clássica.

O taekwondo é uma mistura de Hawrang-Do (Do significa "caminho", em todas as artes marciais orientais) usado pela elite Hawrang para proteger o reino de Silla, no ano 50 a.C, com Taekkyun, uma antiga arte usada pelos samurangs - espécie de samurai coreano. Na arte do Hawrang-Do eram muito usadas as pernas, e um tipo de bastão chamado kwan, além de naginatas, também muito comums na China. No Taekkyun também eram usados muitos golpes com as pernas, e também se treinava com as Haidongs - tradicional espada coreana, parecida com a katana japonesa - além de arcos e flechas. Em torno de 60 a.C os membros do reino de Koguryo, satisfeitos com a arte usada para proteger o reino de Silla, decidiram criar uma arte melhor e mais forte - foi aí então que os nobres da elite aprenderam as antigas artes do Hawrang-Do e do Taekkyun, assim fundindo as duas e criando o taekwondo. Alguns dos golpes usados são o "Chute Cavalo", o "Chute Tornado e o "Enforcamento com as pernas".

Os princípios antigos do Taekwondo eram:

Fidelidade ao rei;
Lealdade aos amigos;
Respeito aos pais;
Nunca recuar perante o inimigo;
Só matar quando não houver alternativa.
A partir da formação da elite do taekwondo, Silla conseguiu unificar os três reinos da península sob a sua bandeira. É por isso que algumas fontes de pesquisa indicam este ano como o ano de surgimento oficial do taekwondo.

A partir daí, a elite viaja pelo interior da península para conhecer mais sobre a região e a população, e desta forma vão espalhando o taekwondo por todo o reino durante a dinastia Silla , que se estende de 668 até 935. Durante esta época, o taekwondo se torna popular como uma atividade de recreação ou um exercício de desenvolvimento físico, ainda que fosse também uma excelente forma de defesa pessoal. Somente durante a dinastia Koguryo (935 - 1392) esse foco começa a mudar. Nessa época o taekwondo passa a ser conhecido como subak, e deixa de ser visto como um sistema de desenvolvimento físico, passando a ser encarado como uma arte marcial.

No período de ocupação japonesa, a prática do taekwondo foi proibida. Nesta mesma época, muitos coreanos imigraram para o Japão em busca de melhores condições de vida, sendo que alguns destes aprenderam as artes marciais japonesas, como o caratê (Tang Soo Do, em coreano).

Origem do nome

Em sentido literal, Taekwondo significa, de uma forma muito geral, a "Caminho dos pés e das mãos". Se quisermos aprofundar um pouco, ou seja, traduzindo caracter por caracter:

"TAE" (태, hanja 跆) significa saltar, voar ou esmagar com o pé;
"KWON" (권, hanja 拳) significa bater ou destruir com a mão e por fim;
"DO" (도, hanja 道) significa caminho, meio, via, método, ou seja, a própria arte em si.
Em sentido global, Taekwondo indica a técnica de combate sem armas para defesa pessoal, envolvendo destreza no emprego das mãos e punhos, de pontapés voadores, de esquivas e intercepções de Demonstração do taekwondo.golpes com as mãos, braços ou pés, para a rápida destruição do oponente. Hoje em dia o taekwondo tornou-se olímpico, e em muitas academias pratica-se o Taekwondo Olímpico, sem rasteiras, pouco socos e voadoras. Basicamente um esporte de chutes com muita explosão.
Taekwondo em Portugal
O Taekwondo foi introduzido em Portugal em 1974 pela mão do Grão-Mestre David Chung Sun Yong, actualmente 9ºDAN. A sua introdução teve lugar no Sporting Clube de Portugal, o primeiro Dojang de Taekwondo em Portugal. Em 1978 foram formados os primeiros cintos negros portugueses, tendo desde então sido formados em Portugal um número considerável de Cintos Negros. O fundador de TKD Português continuou a desenvolver a arte marcial não só em Portugal, mas também noutros países como os PALOPs, Israel, antiga URSS, etc.

Taekwondo no Brasil

No Brasil em julho de 1970 em São Paulo, trazido pelo mestre Sang Min Cho, enviado oficialmente pela International Taekwondo Federation juntamente vieram os mestres Sang Min Kim, Kun Mo Bang, e depois outros como Kum Joon Kwon, Woo Jae Lee, Kwang Soo Shin, Hee Song Kim, Yeong Hwan Park, Soon Myong Choi, Ju Yol Oh, Te Bo Lee, Hong Soon Kang, Sung Jang Hong, entre outros, também se estabeleceram aqui no Brasil, proporcionando um desenvolvimento maior da arte.

O ano de 1991 foi o ano em que o Brasil conquistou sua primeira medalha em mundiais (Bronze), no mundial de Atenas (Grécia), com o atleta Jorge Gonçalves (do Distrito Federal, atualmente mestre no 4º dan). Jorge Gonçalves foi um atleta muito técnico, rápido e possuidor de um titchagui invejável e incomparável (perfeito). Atualmente treina atletas de alto nível, um desses exemplos é o atleta Ibi Aires que sagrou-se campeão Panamericano de 2006, dentre outras conquistas.

Em 2008, durante os Jogos Olímpicos de Pequim, Natália Falavigna se tornou a primeira brasileira a conquistar uma medalha olímpica, de bronze, neste esporte.

Regras e conceitos

Proteções para a prática de competição sob as regras da WTF.O Juramento do Taekwondo é: Eu prometo:

Observar as regras do taekwondo.
Respeitar o instrutor e os meus superiores.
Nunca fazer mau uso do taekwondo.
Ser campeão da liberdade e da justiça.
Construir um mundo mais pacífico.
Também faz parte da vida do taekwondista, não só na academia como também na vida pessoal seguir os princípios do Taekwondo:

Cortesia
Integridade
Perseverança
Auto-controle
Espírito Indomável
Faz parte das artes marciais coreanas.*

Estilos

ITF Primeiro Taekwon-do criado este Taekwon-do é o Original criado pelo General Choi Hong Hi

WTF Estilo Olímpico e modalidade mais difundida do TKD

Moo Duk Kwan Grão Mestre Jung Roul Kim. chegou ao Brasil em 1970 em Salvador-BA, onde junto com seu amigo Grão Mestre Jung Do Lim permaneceu por um ano. Em seguida foi para Aracajú - SE e ficou dois anos. Em 1973 chegou ao Rio de Janeiro.

Taekwondo Songahm,Criado pelo Grão Mestre Haeng Ung Lee.

Graus de aperfeiçoamento

A caminhada do praticante de TaeKwonDo é divida inicialmente em Kups e em seguida em Dans.

Cada Kup corresponde a uma faixa colorida que são divididas em 10(dez) gubs em ordem decrescente, quanto menor o gub maior será o seu desenvolvimento da humildade. Cada faixa colorida tem sua simbolização e significado.

Cada Dan corresponde a graduação de faixa preta que são divididas em 10(dez) dans em ordem crescente, quanto maior o dan maior será seu desenvolvimento dos conhecimentos e aprimoramentos da arte. A cor preta simboliza dignidade dedicação, postura e liderança.

Ti, a Faixa que o praticante de TKD amarra na cintura, por sobre o dobok, a vestimenta característica dessa arte marcial.
No estilo Moo Duk Kwan a sequência de faixa é:

Branca (10º Gub)
Amarela (9º Gub)
Ouro (8º Gub)
Laranja (7º Gub)
Verde (6º Gub)
Verde Escura (5º Gub)
Azul (4º Gub)
Azul Escura (3º Gub)
Vermelha (2º Gub)
Vermelha Escura (1º Gub)
Vermelha mesclada com Preta (1º Poom)
Preta (1º ao 10º Dan)
Há ainda:

Equipe de Taekwondo das forças armadas americanas durante um combate.Branca (10º Gub)
Amarela (8º Gub)
Laranja (7º Gub)
Verde (6º Gub)
Cinza (5º Gub)
Azul (4º Gub)
Roxa (3º Gub)
Vermelha Clara (2º Gub)
Vermelha Escura (1º Gub)
Preta (1º ao 10º Dan)
Algumas academias têm ainda o costume de substituir as faixas de ponta por outras cores, tais como cinza, laranja, roxa e castanho.

A partir daí, o praticante chega aos Dans, cujos sinais exteriores limitam-se à presença não-obrigatória de pequenos traços perpendiculares na faixa preta, indicando 1º Dan, 2º Dan etc, até o 10º Dan, que só é concedido ao presidente da Kukkiwon.

No estilo Songahm a sequência de faixa é quase igual ao do WTF a diferença está em algumas faixas. A sequência seguida é:

Branca
Laranja
Amarela
Camuflada
Verde
Roxa
Azul (Recomendado/Decidido)
Marrom (Recomendado/Decidido)
Vermelha (Recomendado/Decidido)
Vermelha e preta (1º Parcial, 2º Parcial, 3º Parcial)
Preta (1º Dan - Decidido a 9º Dan)

Lutas

No estilo Kukkiwon, ocorrem em 3 rounds de 3 minutos para os faixa-preta e normalmente 2 - 3 rounds de 2 minutos para os coloridas, sendo que somente é permitido o chute na cabeça para faixa-preta.

No Taekwon-Do ITF o chute e soco na cabeça é permitido pelos lutadores e a luta ocorre em dois Rounds e em caso de empate tem um terceiro Round onde é decidido quem faz o ponto primeiro.

Ninjutsu - história


O Ninjutsu, também conhecido pelo termo Ninpō, é uma arte marcial japonesa (忍び術) que surgiu a partir da necessidade do emprego de espiões e assassinos (Ninjas) durante o período medieval japonês (século VI). Consistia num conjunto de técnicas (físicas, mentais e espirituais) que capacitavam os agentes a agir em todas as situações num campo de batalha. Após o período de guerras japonesas (Sengoku Jidai), a utilização de espiões caiu em desuso. Muitas escolas desapareceram e outras passaram ao anonimato, sendo responsáveis por manterem vivas as tradições até os dias atuais. Kunoichi (a mulher ninja) era utilizada para seduzir o inimigo, e utilizava-se de ervas para envenená-lo, matando-o ou tirando-o de combate por vários dias
O caractere principal nin (忍) é composto por 2 grandes caracteres. O caractere superior ha (刃) significa "fio da espada", e o caractere inferior kokoro (心) significa "coração" ou "alma". O caractere 刀 significa "espada" ou "lâmina". Juntos, eles significam "furtivamente", "secretamente", "treinamento" e "perseverança". Jutsu (術) significa "arte" ou "técnica". Pō (法) significa "conhecimento" e "princípios" quando encontrado com o prefixo nin que carrega o significado da arte ninja, ordem máxima do Ninjutsu. A visão popular é que Ninjutsu significa apenas "segredo" e "invisibilidade". No entanto, os praticantes dessa arte utilizam-no para suportar todas as dificuldades da vida.

A História do Ninjutsu

O Ninjutsu começou a mais de 800 anos atrás com as pessoas Ninja que moravam no Japão. A classe de guerreiros que dominava o Japão naquela época era chamada de Samurai. Eles controlaram a terra a suas pessoas. O lorde deles, o Shogun, era a única pessoa a quem os samurais respeitavam.

As pessoas serviram os guerreiros com seriedade. Uma pessoa nunca poderia acertar um Samurai, se fisesse isso, poderia custar a sua vida.

O Ninja não servia ao Samurai e vivia na região montanhosa e fria de Iga e Koga. Eles eram treinados em todas as artes de guerra. É dito que a arte deles é baseada no grande texto militar chinês escrito por Sun Tzu, A Arte da Guerra.

Por séculos os ninjas treinaram todas as artes marciais. Eles eram bons em espionagem a assassinatos a faziam isso de qualquer jeito possível. Mas seu treinamento também os levaram para alturas espirituais, eles levavam seus corpos e mentes a um nível que o resto dos humanos não conseguiam.

O treinamento de um Ninja começava logo que ele começava a andar. Os jogos de infância foram projetados para melhorar os combates desarmados, com espadas, armas, camuflagem, fuga a evasão. Com o tempo, os guerreiros ninja se tornaram temidos no Japão. Até mesmo o Samurai mais poderoso olhava para trás para ver se tinha algum ninja na região.

Pelos séculos, enquanto o Ninjutsu estava sendo praticado em segredo, ninguém sabia nada sobre a arte dos ninjas. Quando o Japão chegou a uma era moderna e o feudalismo entrou em colapso, os Ninjas foram para os serviços secretos do Japão. A explosão de artes marciais de 1970 viu dois homens procurando por algo diferente. Doron Navon e Stephen Hayes contrataram um mestre de Ninjutsu vivendo no Japão que veio de uma linhagem de instrutores de 800 anos. A arte foi trazidas para o ocidente.

Quando falamos de ninja, a imagem do assassino de preto que desaparece na fumaça é o que vem em mente. Isso não tem nada a ver com a realidade do estudo de Ninjutsu, ou "Ninpo". Ninpo é uma arte marcial tradicional japonesa que tem uma história rica de mais de 10 séculos. Desenvolvida como uma arte ilegal para os Samurais, o Ninpo ainda floresce hoje em dia pelo instrutor Dr. Masaki Hatsumi, 34° Mestre do Togakure Ryu Ninjutsu. Dr. Hatsumi é o último a verdadeiro Ninja descendente dos ninjas do Japão feudal. Os instrutores da BBD Newark Ninjutsu Club estão afiliados diretamente corn o sensei Hatsumi e o seu dojo internacional Bujinkan.

Ninpo é um título mais global para as nove ryu (famílias) relatadas. Po é o japonês para "caminho do princípio".

As armas para a pratica do ninjutsu são

Na verdade, toda e qualquer arma pode ser utilizada na prática do ninjutsu - inclusive objetos que não são considerados armar, como um guarda-chuva, um lenço, uma banqueta de madeira, etc. O que importa ao praticante é a capacidade de vencer o oponente em uma luta, independente se de modo justo ou injusto. Apesar desta característica, algumas armas foram associadas à figura do ninja, sejam por motivos históricos, seja pelo ideário envolvendo esses personagens. As mais frequentes são:

Ninja-to: uma espécie de espada, pequena e reta.
Wakizashi: uma espécie de espada, pequena e curva.
Katana: a tradicional espada dos samurais, ágil e letal.
Kama: uma pequena foice, utilizada usualmente para a colheita.
Kusarigama: uma Kama com o acréscimo de uma corrente acoplada em uma extremidade à Kama e na outra extremidade possui um peso de metal, com o intuito de desarmar o oponente - o tamanho da corrente varia.
Shaken: a famosa estrela ninja (Com mais de quatro pontas), trata-se de uma lâmina adaptada para arremesso.
Shuriken: As demais lâminas de arremesso
Kunai: uma adaga.
Bo: um bastão; pode ser um bastão de caminhada, de escalada, utilitário ou mesmo constituído para ser uma arma.

As 18 Disciplinas Ninja (Ninja Jūhakkei)

Seishin Teki Kyoko|Seishin-teki kyōyō (Refinamento Espiritual)
Taijutsu (Combate Desarmado)[1]
Kenjutsu (Arte da Espada)[2]
Shurikenjutsu (Lançamento de Shurikens)[3]
Sōjutsu (Arte da Lança)
Bōjutsu (Arte do Bastão Longo)
Naginatajutsu (Luta com a Naginata)
Kusarigamajutsu (Luta com Foice com Corrente)
Kayakujutsu (Arte dos Explosivos e Pirotecnia)
Hensōjutsu (Arte dos Disfarces e Camuflagem)
Shinobi-iri (Ocultação)
Bajutsu (Equitação)
Sui-ren (Treino Aquático)
Bōryaku (Estratégia Militar)
Chōhō (Espionagem)
Intonjutsu (Arte da Evasão)
Tenmon (Meteorologia)
Chi-mon (Geografia)

Judô - história


Judô PB ou Judo PE (柔道 Juu Dou - "caminho suave", em língua japonesa) é um desporto praticado como arte marcial, fundado por Jigoro Kano em 1882. Os seus principais objetivos são fortalecer o físico, a mente e o espírito de forma integrada, para além de desenvolver técnicas de defesa pessoal.

O Judo teve uma grande aceitação em todo o mundo, pois Kano conseguiu reunir a essência do jujutsu, arte marcial praticada pelos "bushi", ou cavaleiros durante o período Kamakura (1185-1333), a outras artes de luta praticadas no Oriente e fundi-las numa única e básica. O Judô foi considerado desporto oficial no Japão nos finais do século XIX e a polícia nipônica introduziu-o nos seus treinos. O primeiro clube judoca na Europa foi o londrino Budokway (1918).

A vestimenta utilizada nessa modalidade é o keikogi (kimono), que no judô recebe o nome de judogi e que, com o cinturão, forma o equipamento necessário à sua prática. O judogi pode ser branco ou azul, ainda que o azul seja quase apenas utilizado para facilitar as arbitragens em campeonatos oficiais.

Com milhares de praticantes e federações espalhados pelo mundo, o judô se tornou um dos esportes mais praticados, representando um nicho de mercado fiel e bem definido. Não restringindo seus adeptos a homens com vigor físico e estendendo seus ensinamentos para mulheres, crianças e idosos, o judô teve um aumento significativo no número de praticantes.

Sua técnica utiliza basicamente a força e peso do oponente contra ele. Palavras ditas por mestre Kano para definir a luta: "arte em que se usa ao máximo a força física e espiritual". A vitória, ainda segundo seu mestre fundador, representa um fortalecimento espiritual.

Decadência e renascimento do Jujutsu
Em 1864, o comodoro Matthew Perry, comandante de uma expedição naval americana, conseguiu fazer com que os japoneses abrissem seus portos ao mundo com o tratado "Comércio, Paz e Amizade". Abrindo seus portos para o ocidente, surgiu na Terra do Sol Nascente uma tremenda transformação político-social, denominada Era Meiji ou "Renascença Japonesa", promovido pelo imperador Matsuhito Meiji (1868-1912). Anteriormente, o imperador exercia sobre o povo influência e poderes espirituais, porém com a "Renascença Japonesa" ele passou a ser o verdadeiro comandante da Terra das Cerejeiras.

Nessa dinâmica época de transformações e inovações radicais, os nipônicos ficaram ávidos por modernizar-se e adquirir a cultura ocidental. Tudo aquilo que era tradicional ficou um pouco esquecido, ou melhor, quase que totalmente renegado. Os mestres do jujutsu perderam as suas posições oficiais e viram-se forçados a procurar emprego em outros lugares. Muitos se voltaram então para a luta e exibição em feiras.

A ordem proibindo os samurai de usar espadas em 1871 assinalou um declínio em todas as artes marciais, e o jujutsu não foi uma exceção, sendo considerado como uma relíquia do passado. Como não era difícil acreditar, tempos depois surgiu uma onda contrária às inovações radicais. Havia terminado a onda chamada febre ocidental. O jujutsu foi recolocado na sua posição de arte marcial, tendo o seu valor reconhecido, principalmente pela polícia e pela marinha. Apesar de sua indiscutível eficiência para a defesa pessoal, o antigo jujutsu não podia ser considerado um esporte, muito menos ser praticado como tal. As regras não eram tratadas pedagogicamente, ou mesmo padronizadas.

Os professores ensinavam às crianças os denominados golpes mortais e os traumatizantes e perigosos golpes baixos. Sendo assim, quase sempre, os alunos menos experientes machucavam-se seriamente. Valendo-se de sua superioridade física, os maiores chegavam a espancar os menores e mais fracos. Tudo isso fazia com que o jujutsu gozasse de uma certa impopularidade, especialmente entre as pessoas mais esclarecidas. O jujutsu entrava em outra fase de decadência.
Baseado nesses inconvenientes, Jigoro Kano, um jovem que na adolescência se sentia inferiorizado sempre que precisava desprender muita energia física para resolver um problema, resolveu modificar o tradicional jujutsu, unificando os diferentes sistemas, transformando-o em um poderoso veículo de educação física.

Pessoa de alta cultura geral, ele era um esforçado cultor de jujutsu. Procurando encontrar explicações científicas aos golpes, baseados em leis de dinâmica, ação e reação, selecionou e classificou as melhores técnicas dos vários sistemas de jujutsu,juntamente com os imigrantes japoneses dando ênfase principalmente no ataque aos pontos vitais e nas lutas de solo do estilo Tenshin-Shinyo-Ryu e nos golpes de projeção do estilo Kito-Ryu. Inseriu princípios básicos como os do equilíbrio, da gravidade e do sistema de alavancas nas execuções dos movimentos lógicos.

Estabeleceu normas a fim de tornar o aprendizado mais fácil e racional. Idealizou regras para um confronto esportivo, baseado no espírito do ippon-shobu(luta pelo ponto completo). Procurou demonstrar que o jujutsu aprimorado, além de sua utilização para defesa pessoal, poderia oferecer aos praticantes, extraordinárias oportunidades no sentido de serem superadas as próprias limitações do ser humano.

Jigoro Kano tentava dar maior expressão à lenda de origem do estilo Yoshin-Ryu (Escola do Coração de Salgueiro), que se baseava no princípio de "ceder para vencer", utilizando a não resistência para controlar, desequilibrar e vencer o adversário com o mínimo de esforço. Em um combate, o praticante tinha como o único objetivo a vitória. No entender de Kano, isso era totalmente errado. Uma atividade física deveria servir, em primeiro lugar, para a educação global dos praticantes. Os cultores profissionais do jujutsu não aceitavam tal concepção. Para eles, o verdadeiro espírito do jujutsu era o shin-ken-shobu (vencer ou morrer, lutar até a morte).

Por suas idéias, Jigoro Kano era desafiado e desacatado insistentemente pelos educadores da época, mas não mediu esforços para idealizar o novo jujutsu, diferente, mais completo, mais eficaz, muito mais objetivo e racional, denominado de judô, e transformando-o num poderoso veículo de educação física. Chamando o seu novo sistema de judô, ele pretendeu elevar o termo "jutsu" (arte ou prática) para "do", ou seja, para caminho ou via, dando a entender que não se tratava apenas de mudança de nomes, mas que o seu novo sistema repousava sobre uma fundamentação filosófica.

Em fevereiro de 1882, no templo de Eishoji de Kita Inaritcho, bairro de Shimoya em Tóquio, Jigoro Kano inaugura sua primeira escola de Judô, denominada Kodokan (Instituto do Caminho da Fraternidade), já que "Ko" significa fraternidade, irmandade; "Do" significa caminho, via; e "Kan", instituto.

No Brasil

O judô surgiu no Brasil por volta de 1922, através de Thayan Lauzin . O conde Coma (Mitsuyo Maeda), como também era conhecido, fez sua primeira apresentação em Porto Alegre. Partiu para as demonstrações pelos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, transferindo-se depois para o Pará em outubro de 1925[1], onde popularizou seus conhecimentos dessa arte. Outros mestres também faziam exibições e aceitavam desafios em locais públicos. Mas foi um início difícil para um esporte que viria a se tornar tão difundido.

O judô no Brasil passou a ser organizado e largamente difundido a partir de agosto de 1933, com a fundação da Hakkoku Jûkendô Renmei, a Federação de Judô e Kendô do Brasil, por ocasião do 25o aniversário da imigração japonesa ao Brasil. Do lado do judô, foram membros fundadores as seguintes personalidades: Katsutoshi Naito, Tatsuo Okochi, Teruo Sakata e Zensaku Yoshida.

Nessa época, além dos quatro mestres supracitados, o judô no Brasil contava também com o mestre Tomiyo Tomikawa e com Shigejiro Fukuoka, mestre de jujutsu tradicional. Estes seis mestres eram os principais expoentes do judô na época, dentro do âmbito da Hakkoku Jûkendô Renmei.

Um fator relevante na história do judô foi a chegada ao país de um grupo de nipônicos em 1938. Tinham como líder o professor Ryuzo Ogawa e fundaram a Academia Ogawa, com o objetivo de aprimorar a cultura física, moral e espiritual, por meio do esporte do quimono. Apesar de Ryuzo Ogawa ser um mestre de jujutsu tradicional, chamou de Judô a arte marcial que lecionava quando este nome se popularizou. Portanto, ensinava um estilo que não era exatamente o Kodokan Judo, o que não diminui sua enorme contribuição ao começo do Judô no Brasil. Daí por diante disseminaram-se a cultura e os ensinamentos do mestre Jigoro Kano e em 18 de março de 1969 era fundada a Confederação Brasileira de Judô, sendo reconhecida por decreto em 1972. Hoje em dia o judô é ensinado em academias e clubes e reconhecido como um esporte saudável que não está relacionado à violência. Esse processo culminou com a grande oferta de bons lutadores brasileiros atualmente, tendo conseguido diversos títulos internacionais.

Academia Terazaki
Réplica do primeiro templo de judô do Japão, o Kodokan, a Academia Terazaki, ou Clube Recreativo de Suzano Judô Terazaki, é a primeira academia de Judô da América e começou a ser construída no ano de 1937 por Tokuzo Terazaki, que idealizava difundir os ensinamentos do judô. A conclusão foi em 1952 e na construção contou com o apoio de muitas pessoas ligadas à colônia e até do Japão. A academia fica localizada na cidade de [Suzano], região metropolitana de São Paulo.

Tokuzo Terazaki, ou mestre Terazaki, como é conhecido por seus discípulos, nasceu em 16 de agosto de 1906 em uma aldeia chamada Tominami, entre as cidade de Sihinjo e Yamagata, no Japão. Filho do sr. Tsuruki e D. Shingue, foi o terceiro filho.

Depois de terminar o curso primário, foi para a cidade de Yamagata onde matriculou-se na escola agrícola. Logo depois migrou para Tóquio, onde trabalhava na indústria Kubota de Ferro. Nas horas de folga treinava na academia do sr. Torakiti, Masateru Futakawa, onde aprendeu jiu-jitsu com os fundadores do estilo.

Mais tarde no Kodokan, sob a instrução do mestre Mifune conseguiu título de graduado. Atualmente, as aulas na academia Terazaki são ministradas pelo sensei Celso Tochiaki Kano, que foi aluno do mestre Terazaki e segue os passos.

Em 1928, mestre Terazaki casou-se com D. Kiyoe, tendo como padrinho o professor Futakawa. Kiyoe trabalhava na Kanebo, uma empresa de tecelagem e fiação, que mais tarde Terazaki conheceu o presidente por meio da esposa e quando este iniciou a exploração na região da Amazônia, Terazaki colaborou na convocação de voluntários para a imigração. Além de convocar, decidiu participar da imigração chegando em Belém no Pará, em 1929. Sua chegada, marcada pela epidemia de malária e o poço em que utilizavam para estava infestado de amebas. Na época, dezenas de pessoas morreram, incluindo Teruko, a filha de Terazaki.

Em 1933, da ligação que teve com Katsutoshi Naito em Tóquio no Kodokan, veio a influência da vinda a Suzano, onde após quatro anos na Amazônia, chega a cidade, onde atua no cultivo de morangos na plantação de Naito.

Enquanto atuava na agricultura, crescia a fama de sua técnica como judoca e frequentemente era convidado a ensinar a arte marcial em Suzano. Em 1934, após um ano de trabalho na plantação de Naito, Terazaki compra um terreno no Bairro da Vila Urupês, em Suzano, onde abriu uma academia de judô e também fazia atendimento a todos os casos de fratura óssea e técnica ortopédica em geral de forma voluntária.

Após a [II Guerra mundial], foi organizada uma associação de graduados em judô. O presidente foi Katsutoshi Naito e Terazaki era vice. Com o aumento de adeptos veio a seguir a necessidade de organizar a Federação Nacional de Judô.

Das demonstrações da modalidade a Marinha veio a introdução da modalidade no exército. Na mesma época com o apoio de seus discípulos, amigos, iniciou-se campanha para angariar recursos para a construção da academia. Os resultados discípulos abriram academias por Estados brasileiros como Rio de Janeiro, pelo exercito, polícia

Outra faceta pouco conhecida do mestre é a fama de deus do Izumo, ou [Santo Antônio], o santo casamenteiro pela facilidade de unir casais, que foram ao menos 400

Pelos trabalhos prestados a policia militar do Rio de Janeiro, a academia de Agulhas Negras e a policia rodoviária recebeu várias condecorações. Em 1958 recebeu titulo de cidadão suzanense.

Katsutoshi Naito
Nascido na província de Hiroshima. Filho de Katuaki Naito, militar japonês. Aos 9 anos foi para a ilha de Formosa, em Taiwan, onde cursou o ginásio e judô na academia com o professor Takeuchi, em 1914. em 1915 entrou na escola técnica de agronomia na província de Kagoshima, no Japão e após a formação foi para Tóquio no Koodokan (academia de Judô). Em 1919 foi para os Estados Unidos e em 1920 entrou na faculdade de agronomia na Pensilvânia, quando simultaneamente treinava luta livre até a formatura, sempre como capitão da equipe.

Em 1924 representou o Japão na olimpíada da frança, na modalidade luta livre conseguiu medalha de bronze, sendo o primeiro medalhista olímpico do Japão. Voltando ao Japão recebeu de Kodokan, o título de quarto dan de judô.

Em 1928 veio para o Brasil, na companhia Takushoku América do sul situada em Belém, no Pará. Em 1931 veio para Suzano, onde em 1935 conseguiu construir a sua academia de judô para os ensinamentos do judô para toda a comunidade.

Onde era a academia na rua Rosa Umehara Manabe, hoje existe um condomínio residencial. Em 1941, realizou a primeira competição de Judô na comunidade, atraindo mais adeptos para a modalidade. Durante a II Guerra Mundial, foi presidente da Cooperativa Mista de Mogi das Cruzes durante cerca de 7 anos. Naito faleceu em 1969.

Os três princípios
Ver artigo principal: Princípios do judô
Os princípios que inspiraram Jigoro Kano quando da idealização do judô foram os três seguintes:

Princípio da Máxima Eficiência com o mínimo de esforço (Seiryoku Zen’Yo)
Princípio da Prosperidade e Benefícios Mútuos (Jita Kyoei)
Princípio da Suavidade, ou seja, o melhor uso de energia (Ju)

Graduações

Os judocas são classificados em duas graduações: kyu e dan. Dependendo das graduações, os judocas aprendem novos golpes. Há 5 conjuntos de golpes básicos (Go Kio): cada um desses grupos é chamado Kio. Da faixa branca à laranja, os Senseis ensinam aos judocas os kios 1 e 2(Dai Ikkio e Dai Nikio). Do kio 3 (Dai Sankio) para cima é necessário estar na faixa verde e ainda depende da idade. Os golpes do 3º kio são para judocas com mais de 16 anos, e se usados em campeonatos, o judoca leva um shido.

As promoções tanto para as graduações de kyu(Classificação) como para as de dan(Grau) baseiam-se em exames que incidem sobre requisitos tais como: duração de tempo de treino, idade, caráter moral, execução das técnicas especificadas nos regulamentos e comportamento em competições. No caso de promoção de kyu(classificação), faixa branca a marrom é outorgada pela associação, no caso de promoção as graduações de dan, até 3º dan são realizadas pela banca examinadora da Liga de Judô Estadual, as outras graduações superiores pela Comissão Nacional de Graus. O sucesso em torneios, campeonatos, por si só não constitui motivo de promoção, é preciso comprovar idoneidade moral e conhecimentos do judô.

Os graus de eficiência no Judô dividem-se em aluno (Kyu) e mestre (Dan). O mais alto grau concedido é a extremamente rara faixa Colorada Judan (10º Dan) que até ao ano de 1965 fora concedida apenas a sete homens.

O Judô prevê ainda um décimo primeiro dan (Juichidan), que também usaria uma faixa vermelha, e ainda um décimo segundo dan (Junidan) que usaria uma raríssima faixa branca, duas vezes mais larga que a faixa comum, simbolizando o auge da pureza, cores essas tanto vermelha como branca que simbolizam o Yata No Kagami. É composto por um circulo vermelho que representa o Sol, inscrito no centro de uma figura octagonal (OITO lados), é um "espelho mágico", com o poder de revelar o que há na alma de que olha para ele. É uma das três relíqueas passadas pelos deuses ao primeiro imperador japonês e significa sabedoria ou honestidade (a interpretação varia na literatura).Não confundir com a Sakura No Hana (flor de cerejeira). A flor de cerejeira representa, geralmente, as escolas antigas de jujutsu e possuem CINCO lados Esta última apenas foi concedida ao mestre inventor do judo, e a quem todos os judocas estão gratos, o mestre Jigoro Kano.

Pontuação

O objetivo é conseguir ganhar a luta valendo-se dos seguintes pontos:

Yuko - um terço de um ponto. Um Yuko se realiza quando o oponente cai de lado, ou quando é imobilizado por 15 à 19 segundos.
Wazari - meio ponto, dois wazari valem um ippon e termina o combate logo após o segundo wazari.Um Wazari é um "Ippon" que não foi realizado com perfeição, também ganha wazari, se conseguir imobilizar o oponente por 20 à 24 segundos.
Ippon - ponto completo, o nocaute do judô, finaliza o combate no momento deste golpe. Um Ippon realiza-se quando o oponente cai com as costas no chão, ao término de um movimento perfeito, quando é finalizado por um estrangulamento, chave de articulação, ou quando é imobilizado por 25 segundos.
Koka - Não existe mais!

Penalizações

Shido
Quando o atleta recebe 4 shidos, ele é desclassificado da luta, quando o atleta usa objetos metálicos, quando arrisca sua integridade física ou a do adversários, aplique golpes não correspondentes ao judô, e entre outras não citadas.

Formas de cumprimento (rei-ho)
A prática do judô é regida por cortesia, respeito e amabilidade. A saudação é o expoente máximo dessas virtudes sociais. Através dela expressamos um respeito profundo aos nossos companheiros. No judô, há duas formas de expressarmos: tati-rei ou ritsu-rei (quando em pé) e za-rei (quando de joelhos). Esta última é conhecida por saudação de cerimônia. Efetua-se as seguintes saudações:

Tachi-rei ou hitsu-rei
Ao entrar no dojo bem como ao sair; Quando subir no tatami para cumprimentar o professor ou seu ajudante; Ao iniciar um treino com um companheiro, assim como ao terminá-lo.

Za-rei
Ao iniciar, bem como ao terminar o treinamento; Em casos especiais, por exemplo, antes e depois dos KATA; Ao iniciar um treino no solo com o companheiro, bem como ao terminá-lo.

Técnicas
Ver artigo principal: Técnicas do judô
Na aplicação de waza (técnicas), tori é quem aplica a técnica e uke é aquele em que a técnica é aplicada. As técnicas do judô classificam-se em:

Nage-Waza (técnicas de arremesso)
Tachi-Waza (técnicas em pé)
Te-Waza (técnicas de braço)
Koshi-Waza (técnicas de quadril)
Ashi-Waza (técnicas de perna)
Sutemi-Waza (técnicas de sacrifício)
Mae-sutemi-Waza (técnicas de sacrifício para frente)
Yoko-sutemi-Waza (técnicas de sacrifício para o lado)
Katame-Waza (técnicas de domínio no solo)
Ossaekomi-Waza ou Ossae-Waza (técnicas de imobilização)
Shime-Waza (técnicas de estrangulamento)
Kansetsu-Waza (técnicas de luxação)

Exercícios básicos
No judô cada professor pode estabelecer o seu sistema de exercício, o plano geral de treinamento é o seguinte:

Taiso
Exercício de aquecimento, visa aquecer e tornar o corpo mais flexível, desenvolvendo também a musculatura.

Ukemi-Waza
Técnicas de amortecimento de queda.

Uchikomi ou Butsukari
Repetição de técnicas para treinar a rapidez dos movimentos e suas corretas aplicações.

Randori
Treino livre, também conhecido como "combate", pelo qual a aplicação das técnicas é praticada contra um parceiro, atacando e defendendo.

Shiai
Na preparação para se participar de uma competição são necessárias tanto à destreza mental como a física. As técnicas já dominadas no randori têm agora oportunidade de serem executadas a fundo sob um determinado conjunto de regras.


Kata
É um conjunto de técnicas fundamentais, um método de estudo especial, para transmitir a técnica, o espírito e a finalidade do judô. O mestre Jigoro Kano dizia: "Os katas são a ética do judô, sem o qual é impossível compreender o alcance." Kata oferece ao randori as razões fundamentais de cada técnica. Existem no judô os seguintes katas:

Nage-no-kata: formas fundamentais de projeção.
Katame-no-kata: formas fundamentais de domínio no solo.
Kime-no-kata: formas fundamentais de combate real.
Ju-no-kata: formas de agilidade aplicadas em ataque e defesa, utilizando a energia de forma mais eficiente.
Koshiki-no-kata: formas antigas é o kata da antiga escola do Jiu-Jitsu. Executava-se antigamente com armadura de samurai.
Itsutsu-no-kata: são cinco formas de técnicas. Expressão teórica do judô baseado na natureza.
Seiryoku-zenko-kokumin-taiiku-no-kata: é uma forma de educação física, baseada sobre o princípio da máxima eficácia, visa o treino completo do corpo.
Kodokan Goshin-Jutsu: técnicas de autodefesa.

Nage-no-kata
É o primeiro kata do judô; compõe-se de quinze projeções divididas em cinco grupos de técnicas:

'Te-Waza' Uki-otoshi Ippon-seoi-nage Kata-guruma
'Koshi-waza' Uki-goshi Harai-goshi Tsurikomi-goshi
'Ashi-waza' Okuriashi-harai Sasae-tsurikomi-ashi Uchimata
'Ma-sutemi-waza' Tomoe-nage Ura-nage Sumi-gaeshi
'Yoko-sutemi-waza' Yoko-gake Yoko-guruma Uki-waza

Os dois judocas executam com extrema seriedade, concentração mental é muito importante. Inicialmente cumprimentam o joseki ou shomen (lugar de honra, mesa central) na posição de tati-rei, voltando em seguida um para o outro para se saudarem mutuamente em za-rei, levantam-se e avançam um passo iniciando com o pé esquerdo.

Em seguida partindo em ayumi-ashi avançam um para o outro e inicia-se o kata. Todas as projeções são feitas para o lado direito e esquerdo do uke. Voltado para o shomen, o tori fica à esquerda e o uke à direita.

Normalmente em sutemi-waza, o uke se levanta por zempo-kaitem-ukemi, exceto no ura-nage e yoko-gake.


[editar] Ideologias, Espíritos do Judô
Quem teme perder já está vencido.
Somente se aproxima da perfeição quem a procura com constância, sabedoria e, sobretudo humildade.
Quando verificares com tristeza que não sabes nada, terás feito teu primeiro progresso no aprendizado.
Nunca te orgulhes de haver vencido a um adversário, ao que venceste hoje poderá derrotar-te amanhã. A única vitória que perdura é a que se conquista sobre a própria ignorância.
O judoca não se aperfeiçoa para lutar, luta para se aperfeiçoar.
Conhecer-se é dominar-se, dominar-se é triunfar.
O judoca é o que possui inteligência para compreender aquilo que lhe ensinam, paciência para ensinar o que aprendeu aos seus semelhantes e fé para acreditar naquilo que não compreende.
Saber cada dia um pouco mais e usá-lo todos os dias para o bem, esse é o caminho dos verdadeiros judocas.
Praticar judô é educar a mente a pensar com velocidade e exatidão, bem como o corpo obedecer com justeza. O corpo é uma arma cuja eficiência depende da precisão com que se usa a inteligência.

5 Fundamentos do Judô
->Shinsei (Postura)
Existem dois tipos de postura no judô Shisentai, que é a postura natural do corpo e Jigotai, que é a postura defensiva

-> Shintai (Movimentação)
Aiumy-ashi, andando normalmente. Suri-ashi, andando arrastando os pés. Tsugi-ashi (apenas em katas), que anda-se colocando um pé a frente e arrastando o outro, sem ultrapassar o primeiro.

-> Tai-sabaki (Giros do corpo)
Pode ser: Mai-sabaki (para frente), Ushiro-sabaki(para trás) ou Yoko-sabaki(para os lados)

-> Kumi-Kata (Pegadas, formas de pegar)
Existem inúmeros tipos de pegadas, sendo apenas proibida a pegada por dentro da manga e por dentro da barra da calça. A pegada pode ser feita no eri (gola), sode(manga) e no chitabaki(calça) Pode ser de direita (migui) ou de esquerda (hidari). Variando entre canhotos e destros, embora para algumas projeções se use a pegada de lado contrário ao qual se vai atacar.

-> Ukemi (amortecimento de quedas)
São 10 no total, sendo 3 para trás, 2 para frente, 3 para os lados e 2 rolamentos.


Fases da Projeção
O que é preciso para aplicar um golpe perfeito

1º Kumikata (pegada, domínio do judogui do adversário)
2º Kuzushi (quebra, desequilibrio)
3º Tsukuri (construção, preparaçao, encaixe)
4º Kake (colocação, execução)
5º Kime (finalização, definição)
6 °guizambi(começo,meio e fim do judo)

Krav Magá - história


Krav Magá ou Krav Maga (em hebraico קרב מגע: "combate próximo") é um sistema de defesa pessoal baseado na simplicidade e eficácia. Krav Magá não é considerado um desporto, uma vez que não tem uma vertente competitiva pois não existem regras que limitem esta Arte Marcial. Todos os golpes são permitidos e treinados por forma a ultrapassar todo e qualquer tipo de situação de violência do modo mais rápido e eficaz possível.

O Krav Magá foi criado na década de 1940 para capacitar os grupos de defesa que lutaram pela independência do Estado de Israel. Quando Imi Lichtenfeld chegou à Palestina antes do estabelecimento do estado de Israel, começou a ensinar combate corpo a corpo aos Haganá (exército rebelde judaico). Depois do estabelecimento de Israel, o Krav Magá foi adotado pelas forças armadas israelenses e pela polícia como a sua luta de escolha. Luta essa que chegou à sua forma atual em Israel pouco depois da sua formação. Depois de Imi se retirar da sua longa carreira como chefe instrutor das Forças de Defesa israelenses, ele começou a ensinar Krav Magá à população civil. Desta maneira, uma versão civil baseada nos princípios da defesa pessoal foi desenvolvida.

A Luta
A concepção do Krav Magá revela um caminho que permite qualquer um exercer o direito à vida, mesmo no cenário violento que nos rodeia. É a única luta não reconhecida mundialmente como arte marcial. Não há regras ou competições, pois sua técnica visa à legítima defesa em situações de perigo real. Com respostas simples, rápidas e objetivas para situações de violência do dia a dia, mostra ao cidadão comum como se defender, independentemente de condicionamento físico, idade ou sexo. Com origem militar, sua aplicação nas forças de segurança já foi adotada por corporações do mundo inteiro por sua eficiência em combate.

Seus princípios são:

Ser o mais rápido
Manter o peso na área de contato com o alvo
Atingir os pontos críticos do corpo
Evitar ser atingido
Usar objetos ou ferramentas que estão por perto
Alternar de defesa para ataque rapidamente
Usar os reflexos naturais do corpo
Neutralizar o alvo
Ser objetivo (exemplo: se queremos fugir, fugimos; se queremos bater, batemos).
A idéia básica é tratar da ameaça imediata (Ex.: estrangulamento), prevenir que o agressor possa voltar a atacar, neutralizar o agressor, proceder todos os passos de maneira simples e eficaz. Ter em conta em tirar a vantagem da iniciativa do agressor o mais rápido possivel. O Krav Magá geralmente assume uma posição em que se tenta infligir ou defletir o máximo de dor no oponente. Genitais, olhos, e outras zonas de golpes baixos são enfatizadas, tal como outros golpes em que se maximize o dano ao adversário. É utilizado o peso do corpo para se atacar (aproximadamente 2/3 do total). É claramente aceitável fugir da situação de conflito (retirada tática), se a situação nos obriga a isso. O Krav Magá pode ser utilizado contra oponentes armados de várias maneiras ou contra vários adversários. É também um método de defesa muito eficaz em ambientes fechados (ex: avião).


Técnicas
É de se fazer notar que, embora muitas técnicas utilizadas no Krav Magá sejam partilhadas e similares a outras artes de combate tais como o Boxe ou Muay Thai (nos movimentos de punhos e técnicas de pernas) ou o Jiu-Jitsu (para as técnicas de chaves, torções, e desarmamentos), o treino e objetivos são bastante diferentes, onde aumentamos a dificuldade e o stress nos piores tipos de situações (contra vários oponentes, contra a parede, enquanto se protege alguém, sem a utilização de um braço, quando tontos, contra agressores armados...). Mais ainda, o fato de não haver regras conduz a um tipo diferente de mecanismo de reflexos (protecção da nossa zona genital e dos nossos olhos por exemplo). O objetivo é ultrapassar rápidamente a situação. O treino enfatiza a prática na realidade em situações possíveis de ocorrerem nos dias atuais. É colocada muita atenção em fatores como a resistência, a velocidade explosiva e a concentração. É comum desenvolver treinos com vários fatores externos propícios a causar distrações, para que o aluno se abstraia de tudo o que é irrelevante e se concentre na ameaça.

Um argumento muito usado pelos detratores do Krav Magá é o fato de um praticante norte-americano, Sam Sade, ter sido nocauteado em um torneio de "vale tudo" por Ryan Delorenzo, adepto de uma outra técnica de luta. O resultado desse único confronto teoricamente comprovaria a inferioridade do Krav Magá em relação a outras técnicas de combate. Além da óbvia carência de mais fontes, o principal equívoco desse argumento baseia-se no fato de que, nos torneios de "vale tudo", ao contrário do que o nome possa sugerir, proíbem-se ataques a pontos vitais do adversário (genitais, olhos, garganta, etc.) e certos golpes considerados perigosos, como mordidas, cabeçadas e cotoveladas (dependendo da competição), muito utilizados nas técnicas do Krav Magá para neutralizar a agressão em curso.

Em 2004, em uma entrevista ao Programa do Jô, da Rede Globo, Mestre Kobi Lichtenstein contou uma situação real de assalto em um ônibus no Rio de Janeiro, na qual reagiu e jogou os assaltantes para fora do veículo, mostrando a eficácia da arte em circunstâncias de perigo do dia-a-dia.

Mesmo que nos treinamentos grande parte da aplicação de golpes seja simulada (sem contato), pratica-se exaustivamente sparring de contato completo.


Associações e Escolas
Desde a morte de Imi Lichtenfeld, escolas e associações de Krav Magá tem sido abertas por todo o mundo. Até à sua morte Imi foi Presidente da Israeli Krav Maga Association, instituição criada por este em 1978, em conjunto com os seus melhores alunos, com o objetivo de servir de apoio, dar formação e divulgar o Krav Maga em Israel e no Mundo. Um pouco por todo o mundo existem associações e escolas, muitas delas fundadas por instrutores formados pela IKMA, estando ligadas ao método de ensino do próprio Imi Lichtenfeld, outras divergindo do Krav Maga original adaptando-o e alterando-o conforme as suas necessidades e realidades dos países onde se encontram. Entre as de maior credibilidade encontra-se a IKMA (Israeli Krav Maga Association)a IKMF(International Krav Maga Federation), a FSAKM (Federação Sul Americana de Krav Maga), a KMF (Krav Maga Federation), a Federação Europeia de Krav Maga (FEKM) entre outras, Instituições fundadas por ex-alunos de Imi e da IKMA, que foram desenvolvendo o seu Krav Maga partindo de um núcleo comum, os ensinamentos de Imi, mas adaptando-o conforme a capacidade e conhecimento dos seus líderes.

Graduação (Faixas)
O Krav Magá possui um sistema de graduação baseado em cores de faixas sendo elas listadas abaixo:

Níveis de graduação:

Faixa Branca 6 Meses
Faixa Amarela 12 Meses
Faixa Laranja 18 Meses
Faixa Verde 18 Meses
Faixa Azul 24 Meses
Faixa Marrom 24 Meses
Faixa Preta 1º Dan
Faixa Preta 2º Dan
Faixa Preta 3º Dan
Faixa Preta 4º Dan
Faixa Preta 5º Dan
Faixa Branca e Vermelha 6º Dan
Faixa Branca e Vermelha 7º Dan
Faixa Branca e Vermelha 8º Dan
Faixa Branca e Vermelha 9º Dan
Faixa Vermelha 10º Dan*
obs: A Faixa Vermelha 10º dan seria um título que caberia a quem fosse nomeado o sucessor do criador do Krav Magá. Imi, antes de seu falecimento, não nomeou sucessor.. A graduação mais alta dada por Imi em vida foi a de 8ºDan e apenas a 2 alunos, Eli Avikzar (já falecido) e Haim Gidon, actual Presidente da Israeli Krav Maga Association em Israel, conforme provas documentais e em vídeo disponíveis no website da IKMA (www.kravmagaisraeli.com)

Existe também o sistema de graduações utilizado pela IKMF-Portugal(representante da International Krav Maga Federation sediada em Israel e com o maior número de sucursais pelo mundo inteiro). O responsável mundial é Eyal Yanilov, aluno directo e dos mais graduados de Imi, co-autor do único manual de Krav Maga publicado pelo Fundador do sistema, Imi Lichtenfeld. As graduações dividem-se por níveis:

P-1 a P-5

G-1 a G-5

Expert( equivale ao cinto negro ) E-1 a E-5

Master ( 3 níveis de Master )

Organizações a abordar esta Arte Marcial em Portugal:

Israeli Krav Maga - Portugal - Nomeada Representante Oficial em Portugal da Israeli Krav Maga Association, Organização original do Krav Maga, criada em 1978 por Imi Lichtenfeld, e da qual fazem ou fizeram parte os líders das maiores Instituições de Krav Maga Mundiais (IKMF, FEKM, KMF, FSAKM, etc), sendo também a única comprovada e oficialmente reconhecida pelo Estado de Israel como Entidade dedicada ao ensino e formação de Krav Maga [1]. Dirigida pelo Instrutor Vitor Martins, primeiro Português a obter formação e certificação como Instrutor de Krav Maga em Israel, nomeado por Haim Gidon como representante do Israeli Krav Maga e da IKMA para Portugal[2]. Documentação disponível para consulta em www.ikmportugal.com
Federação Portuguesa de Krav Maga, representante da Federação Europeia de Krav Maga, dirigida pelo Instrutor Paulo Pereira[3], nomeado por Richard Douieb como representante Português da FEKM[4].
IKMF - Portugal - Representante Oficial em Portugal da International Krav Maga Federation - IKMF sediada em Netanya(Israel) e reconhecida pelo governo de Israel[5]. Liderado pelo primeiro instrutor de Krav Maga em Portugal, Pablo Balbi Caruso, esta instituição possui Instrutores formados pela IKMF-Israel na àrea cívil, e os primeiros Instrutores Portugueses da IKMF formados em Israel nas àreas Militar e Policial (tendo formação com operacionais no activo e instrutores com experiência no mundo inteiro)[6];

Etimologia

O nome em hebraico é normalmente traduzido para "combate próximo". A palavra magá (מגע) significa "toque" ou "contato". A palavra krav (קרב) significa "combate" ou "batalha

Aikido - história



Aikido ou Aiquidô (em japonês 合気道, transl. aikidō), é uma arte marcial criada no Japão na década de 1920 pelo mestre Morihei Ueshiba (1883-1969), a quem os praticantes desta arte respeitosamente chamam Ô-Sensei ("grande mestre") ou fundador (a expressão sensei quer dizer aquele que sabe). Ueshiba concebeu o Aikido a partir da sua experiência com dezenas de artes marciais, sendo as principais o daito-ryu aikijujutsu, com sensei Sokaku Takeda, o kenjutsu (técnica da espada) e o jojutsu (técnica do bastão curto), sendo outro de seus mestres Onisaburo Deguchi, líder da seita Oomoto-kyo, no Japão. Seus sucessores principais no Aikido foram kishomaru Ueshiba (1921 - 1999) e Moriteru Ueshiba (1951)

O termo aikido é composto por três caracteres kanji:

Ai : harmonia 合
Ki : energia 気
Dô : caminho 道
Em tradução livre, "caminho da harmonização das energias".

O termo dō que pode ser achado no judo ou kendo, ou na arte da caligrafia (shodō) ou do arranjo de flores (kadō). O termo aiki refere-se ao princípio da luta de absorver o movimento dos atacantes para controlar suas ações com o mínimo esforço. Se inspira no tao ou o todo ou o caminho, não se admitindo competição e onde o treino procura desenvolver sentimentos de fraternidade e cooperação. Baseia-se em movimentos fluidos e circulares. Além das técnicas de mãos vazias, os treinos também podem incluir armas: bokken ou bokutô (espada de madeira), jô (bastão curto) e tanken ou tantô (faca de madeira).

No combate o aikido tem por costume nunca recuar.
Se o adversário puxa o aikidoca, este o empura e logo o gira.
Se o adversário avança, o aikidoca o gira e tão logo o puxa.
Se especializa em torções dos membros superiores, bem como mãos e dedos, além de desequilíbrios.
Na sua teoria espiritual, parte fundamental da luta, o Aikido busca a harmonia dos seres com uma energia universal chamada Ki, comum às práticas zen e ao yoga. Este termo não tem uma tradução estrita para o português, podendo denotar diversos conceitos: respiração, sopro vital, espírito, energia ou intenção (nas imagens quem está aplicando a técnica é denominado tori ou nage e quem sofre a aplicação é chamado uke).

Estilos Especiais

Aikikai - principal estilo, atualmente encabeçado por Moriteru Ueshiba, neto do Fundador.
No Brasil existem até o momento 3 organizações reconhecidas pela sede central do Japão conforme consta do site internacional do Aikikai Hombu Dojo, na seção "Overseas Organizations" e "Instructors abroad": A primeira a ser reconhecida oficialmente foi a FEPAI depois a Confederação Brasileira de Aikido, e por último em Janeiro de 2008, a Academia Central de Aikido, dirigidas respectivamente pelo , shihan Makoto Nishida, shihan Wagner Bull, e pelo Shihan Reichin Kawai, Conferir vendo o site www.aikikai.or.jp da Fundaçao Aikikai de Tokio.

Os únicos autorizados oficialmente a examinar alunos para faixas pretas no Brasil junto ao Aikikai, são o Shihan Reishin Kawai, 8º Dan, o Shihan Ichitami Shikanai, 7º Dan, Shihan Keizen Ono , 7º Dan, Shihan Makoto Nishida, 6º Dan, que são japoneses que ensinam no exterior e o shihan Wagner Bull 6º Dan, que foi a primeira pessoa nascida no Brasil e na America Latina a possuir o título de Shihan( veja fonte: instructors abroad - Hombu Dojo [1]) Há também o prof. , Roberto Maruyama 6º Dan que pode examinar diretamente autorizado pela Central do Japão.No entanto, existem professores no Brasil que, embora não estejam autorizados a examinar diretamente seus alunos , solicitam ao shihan no exterior que examinem os mesmos, como é o caso daqueles ligados aos shihan Masakazu Kitahira, Shihan Yoshimitsu Yamada, Shihan Larry Reynosa, entre outros que vivem respectivamente no Japão(2 primeiros) e EUA(Yamada Sensei e Reynosa Sensei). Shihan é equivalente a um PHD em Aikido.

Somente as organizações oficialmente reconhecidas pela Central Mundial, a Fundação Aikikai (Hombu Dojo), em cada país, podem organizar visitas oficiais de autoridades e grandes mestres, quando viajam representando esta entidade international ligados ao Hombu Dojo. No Brasil diversos representates do Hombu Dojo já estiveram em visita oficial entre eles Kishomaru Ueshiba, filho do fundador e antigo doshu que esteve duas vezes no Brasil a convite pessoal de Kawai Shihan quando era responsável pela FEPAI. Depois que saiu, perdeu a prerrogativa. Em 2006 Moriteru Ueshiba o atual doshu em 2006 veio para um evento, organizado pela FEPAI, agora dirigida por Makoto Nishida, e pelo pelo Instituto Takemussu com apoio do SHihan Ichitami Shikanai. Na época a organização do evento embora tenham cconvidando , Kawai Shihan, e, Yoshimitsu Yamada estes não compareceram por razões ainda não sabidas. Outras visitas de representantes do Hombu Dojo convidados pela FEPAI e pelo Instituto Takemussa , somente citando os últimos anos são Sugawara Sensei, Osawa Sensei, Yasuno Sensei Isoyama Sensei. Fujita Sensei veio ao Brazil varias vezes por convite pessoal de Kawai Sensei, bem como Seki Sensei, este último presente nos últimos 3 anos no Brasil a convite da União Sul Americana de Aikido. Somente a partir de 2008 quando a Academia Central foi reconhecida pelo AIkikai Hombu Dojo, é que ela poderá convidar oficialmente shihan do Hombu dojo e não mais através de convites pessoais.

Iwama - (conhecido como Iwama Ryu ou, mais recentemente, Iwama Juku) - estilo tradicional, com grande ênfase no treino de armas e na sua relação com o treino de mãos vazias. Fundado por Morihiro Saito, uchideshi do Fundador de 1946 até 1969. Muitos consideram que sensei Saito foi o aluno que mais tempo passou estudando diretamente com O-Sensei. Saito afirmou estar tentando preservar e ensinar a arte exatamente como ensinada a ele pelo Fundador; tecnicamente assemelhando-se ao aikido ensinado por O-Sensei no início da década de 50 principalmente no dojô de Iwama. Desde a morte de Morihiro Saito, o estilo tem sido praticado dentro de uma associação independente encabeçada por seu filho, Hitohiro Saito. No entanto, existem muitas pessoas dentro da organização Aikikai que praticaram com Saito Sensei e que decidiram continuar dentro do Aikikai. Na verdade, o Aikikai é uma organização de Aikido e não propriamente um estilo, pois existe liberdade para a prática dentro desta organização e cada professor de cada dojo, faz o Aikido no estilo com o qual mais se afina. As competições, são proibidas em qualquer caso salvo no estilo Tomiki onde elas são estimuladas. Saito Sensei deixou como seu sucessor Hitohiro Saito, guardião do estilo de espada desenvolvido por O SENSEI e ensinado no Dojo de Iwama, em frente ao Aiki Jinja, sendo esta a linhagem de honra do estilo Iwama de Aikido, apesar de outros praticarem em outros locais.
Shin Shin Toitsu Aikido - também conhecido como Ki-Aikido, linha fundada por Koichi Tohei com base em seus estudos com o mestre Tempu Nakamura (fundador do Shin Shin Toitsu Do, ou caminho da unificação mente-corpo). O Shin Shin Toitsu Aikido é caracterizado por técnicas muito subtis e fluidas, com ênfase no desenvolvimento do ki.
Shodokan - também conhecido como Tomiki Aikido. Fundado por Shihan Kenji Tomiki, o Shodokan Aikido é o único estilo de Aikido que permite a competição, é uma mistura do Aikido tradicional com o método de ensino do Judo moderno. Incorpora várias formas de desequilíbrio, esquiva, golpes, torções, arremessos, rolamentos e giros no seu repertório técnico. Ele ensina desde técnicas tradicionais até técnicas desenvolvidas para o meio competitivo. O Shodokan engloba kata, treino livre, competição e defesa pessoal. A participação em competições não é obrigatória.
Yoshinkan - fundado por Gozo Shioda com ênfase na eficiência em combate devido à qual é frequentemente visto como um estilo duro (hard style) em alternativa aos estilos concentrados na fluidez, estética e espiritualidade. Ensinado à polícia municipal de Tóquio.
Yoseikan Budo - une caratê, judô, aikido e kobudo, criado por sensei Minoru Mochizuki, antigo aluno de daito ryu e de aikido de Morihei Ueshiba, e do fundador do judô, Jigoro Kano.
Shin'ei Taido - criado pelo sobrinho do Fundador do aikido, sensei Noriaki (Yoichiro) Inoue (1902-1994).
Korindo - criado por Minoru Hirai Sensei, antigo discípulo do Fundador no Aikikai Hombu Dojo em Tóquio. Foi esse mestre também o responsável pela criação do nome "Aikido".
Reconhecimento oficial pelo Aikikai de dojos independentes: No Brasil, dojos e academias independentes e que não estejam filiados a alguma organização reconhecida pelo Aikikai de Tokyo(Aikido Shikanai, União Sul Americana de Aikido, FEPAI e Confederacao Brasileira de Aikido - Brazil Aikikai até o momento conforme a Fundação Aikikai de Tókio), ou filiados a algum shihan habilitado(Ishitami Shikanai, Reishin Kawai e Makoto Nishida até o momento comforme Fundação Aikikai de Tókio), ou ainda que não o façam por meio de outro Shihan do exterior com alunos no Brasil, (ver acima) que necessitem de reconhecimento oficial do Japão de seus graus para obtenção de diplomas de faixa preta, podem solicitar como alternativa à Confederação Brasileira de Aikido-Brazil Aikikai, seus exames de avaliação frente a uma banca examinadora, que verificará se os candidatos tem nível mínimo, conforme orientação do Hombu Dojo aos seus representantes. O Brazil Aikikai abre essa possibilidade como sua proposição de formação, e "abriga" hoje diversos dojos independentes. Tem site na internet contendo todas os requerimentos necessários para se habilitar a estes exames de faixa.

Etiqueta

O motivo pelo qual se usa a calça Hakama, no Aikido, é porquê o Hakama é, através de suas sete pregas, a representação das sete virtudes do Samurai. E uma dessas virtudes é a Etiqueta.

Um Aikidoísta deve dar muita atenção à etiqueta, principalmente dentro de um Dojo (Do= caminho; Jo = local).

O atual Doshu (do= caminho; Shu= mestre), Moriteru Ueshiba, pratica o Cha No Yu (cerimônia do chá), que é em essência a prática da etiqueta.

Cada Dojo tem suas peculiaridades sobre etiquetas e protocolos, mesmo no Japão, mas alguns comportamentos são mais claros a todos japoneses do que aos ocidentais não iniciados:

Ao adentrar e ao sair do Dojo e do Tatame, fazer reverência em direção ao Kamiza (altar Shintoísta) – Quando estiver entrando, a reverência representa seu sentimento de solicitação, de humildade. Quando estiver saindo, representa seu sentimento de gratidão.
Ao começar e terminar o treino, fazer reverência em Seiza (ajoelhado) ao Kamiza e ao Shidoin (instrutor).
Ao início e ao término da prática a dois, fazer uma reverência ao parceiro de treino. - Ao início pode-se dizer Onegai Shimasu (por favor), ou, mais formalmente Onegai Itashimasu. Ao término, pode-se dizer Arigatou Gozaimashita (Muito Obrigado), ou, mais formalmente, Domo Arigatou Gozaimashita.
Quando o Sensei (mestre) ou Shidoin (instrutor) estiver lhe dando orientações, permanecer na posição de Seiza (ajoelhado) e após o término, agradecer com uma reverência. – Permanecer nessa posição denota humildade para receber os ensinamentos, enquanto permanecer em pé seria como conversar com um colega.
Se precisar pedir instruções ao Sensei, não o chame. – Dirija-se ao Sensei para lhe pedir a instrução. Lembre-se que para o Samurai o discípulo é quem deve servir a seu mestre.
Pague a mensalidade em dia. - Aos olhos ocidentais, esta regra pode parecer materialista, mas a mensalidade é uma adaptação moderna do envelope que os discípulos depositavam no kamiza após o treino, como forma de agradecimento aos ensinamentos passados.
Não cruzar os braços dentro do Dojo.- No Japão, cruzar os braços é um sinal de desavença.
Não arregassar as mangas dentro do Dojo – No Japão, arregassar as mangas é um sinal de desavença. Se não houver jeito, arregassar as mangas para dentro.
Manter o Dogi (Do = caminho; Gi= vestimenta) em ordem. – Mantê-lo sempre limpo, bem-passado, com o Obi (faixa) alinhado e o paletó adequadamente fechado são sinais de disciplina.
Quando estiver no tatame, não apoiar as costas nas paredes.– Essa regra existe tanto pela questão disciplinar, quanto pelos aspectos marciais.

Técnicas de rolamento

No Aikido, Ô-Sensei Morihei Ueshiba dizia " caímos sete vezes e nos levantamos oito". Por ser basicamente um budô sem Kumite (competição), treina-se metade do treino como Tori (ou Nage, aquele que aplica o golpe, que se defende) e metade como Uke (aquele que recebe o golpe, que faz o ataque).

Por isso é essencial o eterno desenvolvimento não só das técnicas de Tori, mas também das técnicas de Uke, que incluem as técnicas de rolamento, ou quedas.

Filosoficamente, o espírito de "cair sete vezes e se levantar oito" representa os momentos em que as quedas na vida são inevitáveis. Nesses momentos o Aikidoka deve saber como se comportar durante a queda inevitável, preservando seus pontos vitais e também como erguer-se posteriormente.

Nas técnicas, representa o fato de que após as quedas o Uke não fica estendido ao chão, mas levanta-se utilizando a própria cinética da queda. Para tanto, o uke deve treinar intensamente essas quedas individualmente previamente para que quando for utilizá-las, as quedas sejam mais fluidas e mais eficazes. Daí porquê nos levantamos oito vezes.

Ushiro Hanten Ukemi - meia-queda para trás
Ushiro Kaiten Ukemi - queda completa para trás
Mae Kaiten Ukemi - queda completa para frente
Yoko Kaiten Ukemi - queda completa lateralmente

Yoko Hanten Ukemi - meia-completa lateralmente

Técnicas de ataque
Tanto as técnicas de ataque, quanto as de defesa, utilizadas no Aikido, derivaram dos movimentos da espada. No período dos Samurais, um Samurai deveria portar duas espadas, uma faca, um leque e uma calça Hakama, tal como um homem ocidental hoje veste um terno com gravata. Dessa forma, independentemente de o Samurai saber manejar habilmente uma espada, portaria as duas espadas e os estilos de Kobudô (os diversos estilos de Bujutsu) foram formados em uma sociedade militar que convivia diariamente com a espada.

As técnicas de segurar os pulsos eram bastante comuns para evitar o saque de uma espada ou para desarmar um oponente.

Filosoficamente, no Aikido não se utilizam falsos ataques, pois a intenção de um aikidoka deve ser sempre sincera e precisa.

O Aikidoka também deve ter em mente que quando está treinando na posição de Uke, ainda está treinando Aikido e deve manter o mesmo espírito e princípios do Aikido o treino todo. Por essa razão que no Kihon Waza (treino básico) não há imposição de resistência contra o Nage (assim como não há resistência do Nage contra o Uke), não há técnicas de chute (assim como o Nage também não desfere chutes contra o Uke), a não ser que o Shidoin (instrutor) solicite um treino dessa forma (Oyou Waza).

No Aikido a inicitiva do movimento parte do Nage e, portanto, treina-se Kihon Waza com os ataques em início. Assim, deve-se encarar que as técnicas de ataque seriam apenas o começo de um ataque completo e um Uke tentando resistir à defesa contra um katate tori, por exemplo, seria como se o ataque terminasse no agarramento ao pulso, que na verdade seria a inicitiva de um outro ataque, como um atemi ou mesmo um golpe de Nage.

Basicamente todas as técnicas de ataque de pé (Tachi Waza) possuem sua variação com ambos Uke e Nage ajoelhados (Suwari Waza) e com Uke em pé e nage ajoelhado (Hanmi Handachi), além das técnicas com múltiplos Uke (Futari Gake, dois Uke; San Nin Gake, três pessoas; Yon Nin Gake, quatro pessoas,...), técnicas de bukiwaza (armas), que podem ser com ambos munidos de armas (Kumi Tachi e Kumi Jo) ou com apenas o Uke munindo armas (Tachi Dori, Jo Tori e Tanto Dori) e as técnicas mistas, com mais de um ataque combinado.

A palavra Tori tem a variante Dori conforme a palavra precedente e também pode ser escrita com o Kanji (ideograma) Mochi, com um significado mais sutil em relação ao Tori, que teria um tom mais agressivo comparativamente.


Mae Waza (ataques pela frente)
Um dos princípios do Aikido é o Zanshin, o espírito sempre alerta. Dessa forma o Aikidoka tenta sempre manter seus Uke ao alcance de sua visão.

Shomen Uti - "ataque reto". No Kihon Waza treina-se Shomen Uti, com maai(distância) a meia-distância, deslocando-se em direção ao Nage desferindo-lhe um golpe com a faca da mão, partindo o ataque do topo da cabeça em direção ao topo da testa do Nage. Como variação, pode ser utilizado para descrever qualquer ataque que venha em direção reta ao Nage, tal como o Mae Geri (chute reto).
Yokomen Uti - "ataque lateral". No Kihon Waza treina-se Yokomen Uti, com maai(distância) a meia-distância, deslocando-se lateralmente ao Nage desferindo-lhe um golpe com a faca da mão, partindo o ataque do topo da cabeça em direção à região parietal do Nage. Como variação, pode ser utilizado para descrever qualquer ataque que venha em direção lateral ao Nage, tal como o Mawashi Geri (chute circular) .
Ai Hanmi Katate Dori - também chamado de Kosa Dori . Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Hanmi (com corpo lateralmente exposto) e segura, com a mão do mesmo lado que o pé à frente, o pulso do nage em posição de saque de espada (mão exposta à frente mais próxima ao pé do lado oposto ou ao centro do corpo).
Gyaku Hanmi Katate Dori - também chamado simplesmente de Katate Dori . Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Hanmi (com corpo lateralmente exposto) e segura, com a mão do mesmo lado que o pé à frente, o pulso do nage em posição de kamae (mão exposta à frente mais próxima ao pé que está à frente).
Morote Dori - Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Hanmi (com corpo lateralmente exposto) e segura, com ambas as mãos, o pulso do nage em posição de kamae (mão exposta à frente mais próxima ao pé que está à frente).
Ryote Dori - Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Hanmi (com corpo lateralmente exposto) e segura os dois pulsos do nage em posição de kamae (mão exposta à frente mais próxima ao pé que está à frente).
Kata Sode Tori - "Manga proximal do Nage". Também chamado de Oku Sode Tori (quando se referir à parte mais distal da manga do Nage) ou simplesmente de Kata Dori (Ombro do Nage). Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Hanmi (com corpo lateralmente exposto) e segura, com a mão do mesmo lado que o pé à frente, a manga do nage em posição de kamae (mão exposta à frente mais próxima ao pé que está à frente).
Muna Dori - "peito do Nage". Variação do Kata Sode Tori, segurando a gola do Dogi do Nage ao envés da manga. Este ataque é executado pensando-se em um Shime (estrangulamneto) ou em conjunto com o Kata Sode Tori para executar um Nage Waza (técnica de projetar, derrubar).
Shomen Tsuki - "soco reto", também chamado de Choku Zuki , no sentido de estocada. Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Hanmi (com corpo lateralmente exposto) desferindo um soco reto em direção ao ventre do Nage. Uma de suas variações chama-se Men Tsuki, o soco em direção ao rosto e outra chama-se Muna Tsuki, o soco em direção ao peito.

Ushiro Waza (ataques pelas costas)
Embora se treine manter o Uke na linha de visão, no Aikido também se treinam técnicas com os ataques vindos pelas costas para o desenvolvimento da sensibilidade. Em Dojo (local de treino) em que haja espelhos, deve-se treinar sem olhar para eles ou se perde o sentido de se treinar Ushiro Waza.

Os ataques podem ser realizados em I-Dori , com o Nage parado aguardando o golpe vir pelas costas, ou em Awase , quando o Uke tenta completar um ataque pelas costas, mas o Nage se movimenta de forma a não deixar o ataque vir pelas costas.

Ushiro Katate Tori - "segurar o pulso do nage pelas costas". Também chamado de Ushiro Ryo-katate Dori (segurar ambos os pulsos do nage pelas costas), ou de Ushiro Ryo-Katate-kubi Tori (Te-Kubi seria a palavra mais exata para pulso, enquanto Te seria apenas mão). Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Ushiro(com corpo atrás do Nage) e segura os dois pulsos do nage, segurando primeiramnete o pulso mais próximo.
Ushiro Kata Dori - também Ushiro Ryo-Kata Dori . Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Ushiro(com corpo atrás do Nage) e segura as duas mangas do nage, à altura dos ombros, segurando primeiramente a manga do lado mais próximo.
Ushiro Muna Dori - também Ushiro Katate Muna Dori , Ushiro Kubi Shime e Ushiro Katate Kubi Shime . Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Ushiro(com corpo atrás do Nage) e segura um pulso do nage e com o outro ante-braço envolve o pescoço do nage (quando Kubishime) ou faz, com este ante-braço um estrangulamento utilizando a gola da frente do nage (quando Muna Dori), segurando primeiramente o pulso do lado mais próximo.
Ushiro Eri Tori - Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Ushiro(com corpo atrás do Nage) e segura a gola de trás do Nage.
Ushiro Kakae Dori - "abraçar por trás". Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Ushiro(com corpo atrás do Nage) e abraça o uke na altura do tronco, envolvendo também seus braços. A Variação com o abraço direto no tronco, passando por baixo dos braços do Nage chama-se Ushiro Koshi-Kakae Dori

Posturas
As 3 posturas básicas do Aikido também vém das posturas da espada, com os pés na posição de L, sendo o pé que está à frente correspondente ao mesmo lado da mão que está à frente e alinhando umbigo, mão, dedão do pé e posição do olhar. São elas:

Chudan no Kamae - posição das mãos à meia-altura.
Jodan no Kamae - posição das mãos à altura da visão.
Gedan no Kamae - posição das mãos em direção ao chão.

Técnicas de movimentação
Dividem-se em Ashi Sabaki, Tai Sabaki, Te sabaki e Me Tsuke. O ideograma de Sabaki representa uma costureira cortando um tecido com sua tesoura. Da mesma forma o sabaki deve ser executado em um movimento só.

O Aikidoka deve vislumbrar o caminho a ser percorrido pelo sabaki e executá-lo em um tempo, tal qual a costureira traçando seu caminho com a tesoura.
Didaticamente ensina-se os Shoshinsha (iniciantes) passo-a-passo, mas deve-se ter em mente que após aprender o movimento, deverá executá-lo em um tempo.
Undo significa exercício.

Ashi Sabaki
"Movimento das pernas", também chamado de Un-soku (sensação das solas dos pés). Consiste no treino focado na movimentação dos pés.

Tsugi Ashi Undo - "pés deslizantes". Partindo da posição de Kamae, o pé que está à frente é deslizado um passo à frente e o segundo pé se aproxima, voltando à posição inicial de kamae.
Okuri Ashi Undo - "pés que empurram". Partindo da posição de Kamae, o pé que está atrás é deslizado meio passo em direção ao pé que está à frente e então outro pé se desloca à frente, voltando à posição inicial de kamae.
Ayumi Ashi Undo - "pés naturais". Entende-se como os passos dados de forma natural, considerando o caminhar do samurai. Um passo é dado por vez, alternando-se os pé que estão à frente, mas voltando sempre à posição de kamae a cada passo.
Shikko - Equivalente ao Ayumi Ashi em Suwari Waza. Do Kamae ajoelhado, caminha-se erguendo-se os joelhos e alternando-se o joelho que está à frente.

Tai Sabaki
Movimentação do corpo. Está ligado à movimentação do Tanden (região abaixo do umbigo, também chamada de Ponto Um, Saika Tanden, Saika no Itten, Kangen ou de Hara (barriga)).

Irimi Undo
Ten Shin Undo
Ten Kan Undo também chamado de Ten Kai
Kaiten Ashi Undo também chamado de Mawashi Ashi e de Kaiten Mawashi
Irimi Tenkan Undo também chamado de Zen Poko Hou Tenkan
Sai Undo

Te Sabaki
Movimentação das mãos.


Me tsuke
Posição do olhar.


Técnicas de Defesa

Formas Omote e Ura
Basicamente todos os golpes podem ser executados na forma Omote Waza e Ura Waza. Estes conceitos podem variar, mas estão ligados aos conceitos de Yin e Yang. Algumas das definições são:

Omote Waza - quando o nage se move pela frente do uke; quando o nage, após executar o golpe, moveu-se para frente de onde estava incialmente; quando o nage executa um movimento reto; quando o Nage executa um movimento incisivo, ativo; quando o movimento é correto.
Ura Waza - quando o nage se move por trás do uke; quando o nage, após executar o golpe, voltou sua frente para trás de onde estava inicialmente; quando o nage executa um movimento redondo; quando o nage executa um movimento receptivo, mais passivo; quando o movimento é de contra-golpe.

Osae Waza

Técnicas de imobilização
Dai Ikkyo - No Brasil a gramática foi prejudicada em função da didática e é escrito como Dai Ichi Kyo. Antes da Segunda Guerra, seu nome era Ude Osae. No Yoshinkan é chamado de Ikkajo.
Dai Ni Kyo - Antes da guerra, seu nome era Kote Mawashi. No Yoshinkan é chamado de Nikkajo. Consiste na torção para baixo do pulso do Uke.
Hiji gime - variação do Dai Ni Kyo, com alavanca aplicada ao cotovelo do uke.
Dai San Kyo - Antes da Segunda Guerra era chamado de Kote hineri. No Yoshinkan é chamado de Sankajo. Consiste na torção para cima do pulso do Uke.
Dai Yon Kyo - Antes da Segunda Guerra era chamado de TeKubi Osae. Consiste na torção aliada à pressão no pulso do Uke.
Dai Go Kyo

Nage Waza

Técnicas de projeção

Shiho Nage

Técnica: Shiho Nage é a técnico de projeção na qual o Tori encaixa suas duas mãos em um dos pulsos do Uke, fazendo um giro com o corpo de 180 graus , elevando o braço do Uke dobrado com o cotovelo acima de sua cabeça e derrubando-o com a condução de seu pulso em direção ao chão.

Simbologia: A tradução literal de Shi-Ho seria "as quatro direções", mas de acordo com Stevens,J., Shiho também seria olhar para o mundo em todos os seu aspectos, considerar as coisas em todos os seus ângulos, e ser capaz de se mover em qualquer direção necessária, representando as diferentes virtudes: leste, o conhecimento; sul, o crescimento; o oeste, a liberação; e o norte, a força.


Irimi Nage
Kaiten Nage
Kote Gaeshi
Kokyu Nage
Sumi Otoshi
Aiki Otoshi
Koshi Nage
Kubi Ate Mae Kokyu Nage
Ago Ate
Tenchi Nage
Juji Garame

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